Atualizado 17/08/2026

Obs.: A frequência e quantidade dos alimentos abaixo mencionados deve sempre ser verificada com um(a) médico-veterinário(a) especializado em animais silvestres e exóticos, pois varia de acordo a espécie da ave e não compõem, por si só, a dieta do animal.São necessários ainda: ração (extrusada ou peletizada), grãos e/ou sementes.Obs.: Faço a recomendação adequada destes itens durante a consulta na orientação sobre o manejo nutricional.
A alimentação adequada é fundamental para a saúde e o bem-estar das chinchilas. Por serem animais herbívoros, sua dieta deve priorizar alimentos ricos em fibras e ser oferecida de forma equilibrada, respeitando as necessidades individuais de cada animal.
Aproximadamente 30% a 50% da dieta, preferencialmente na maior proporção.
O feno de capim deve ser oferecido todos os dias e à vontade, constituindo uma das principais fontes de fibras da alimentação.
O feno de alfafa pode ser utilizado, porém com menor frequência e, especialmente em alguns pacientes, sob orientação e acompanhamento médico-veterinário.
Aproximadamente 10% a 30% da dieta.
Podem ser oferecidos, em pequenas quantidades e com variedade:
Importante: Alguns vegetais (negrito), especialmente os mais ricos em determinados minerais ou que podem apresentar maior potencial de interferência no equilíbrio nutricional quando oferecidos em excesso, devem ser utilizados com menor frequência. Recomenda-se não oferecer vários desses itens no mesmo dia e variar as opções ao longo da semana.
A introdução de qualquer alimento novo deve ser gradual, observando a aceitação e possíveis alterações nas fezes e/ou no funcionamento intestinal.
Aproximadamente 5% a 10% da dieta.
A ração deve ser específica para chinchilas e oferecida na quantidade adequada para cada animal.
A escolha da marca e a quantidade diária devem ser individualizadas, considerando fatores como idade, peso, condição corporal, rotina alimentar e estado de saúde. A orientação médico-veterinária é importante para definir a opção mais adequada para cada paciente.
Pequenas porções, correspondendo a aproximadamente 3% a 5% da dieta.
Esses alimentos devem ser oferecidos como complemento e variedade, e não como base da alimentação.
Legumes
Algumas opções incluem:
Pepino, pimentão de todas as cores, jiló, abóbora, abobrinha, cenoura, beterraba, quiabo, rabanete, brócolis, chuchu, couve-flor, maxixe, nabo, vagem e berinjela.
Frutas
Podem ser oferecidas em pequenas quantidades:
Maçã e pera sem talo e sementes, banana (sem casca), mamão, amora, abacaxi (sem casca), manga, kiwi (sem casca), melão, melancia, morango, pêssego sem caroço, ameixa (sem caroço), laranja, caqui, nectarina (sem caroço), uva, tomate, mexerica, framboesa e blueberry.
Atenção: frutas possuem maior quantidade de açúcares e, por isso, devem ser oferecidas com moderação.
As versões desidratadas devem ser ainda mais controladas e utilizadas preferencialmente como petiscos ocasionais, sempre em pequenas quantidades.
Atenção aos alimentos que não devem ser ofertados!
Não ofereça:
Além disso, nunca ofereça alimentos industrializados destinados ao consumo humano. Produtos como biscoitos, doces, salgadinhos, cereais açucarados e outros alimentos processados podem ser inadequados para a fisiologia das chinchilas.
Uma alimentação equilibrada faz diferença
O sistema digestório das chinchilas é adaptado a uma alimentação predominantemente fibrosa. Por isso, o feno deve ocupar papel central na dieta, enquanto vegetais, ração, legumes e frutas devem ser utilizados de maneira equilibrada e nas proporções adequadas.
As necessidades nutricionais podem variar entre indivíduos. Em caso de dúvidas, alterações nas fezes, perda ou ganho de peso, redução do apetite ou qualquer mudança no comportamento alimentar, procure um médico-veterinário especializado, com experiência em animais silvestres ou exóticos.
Por Giovanna Vieira – Médica-Veterinária, CRMV – GO 12937
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